“Meu filho, você não merece nada”

http://www.vidadetrainee.com é um site que sempre acompanho e, esses dias, li um post que achei muito interessante e que indicava ler a sua referência na íntegra. Foi o que fiz e agora compartilho aqui, vale muito a pena a leitura!

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Texto de ELIANE BRUM

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
Twitter: @brumelianebrum

5th stop: San Francisco

1st day: Chegando a San Francisco fomos direto para o hotel fazer check-in e deixar nossas malas e, de lá, fomos direto para a parte central da cidade. Demoramos um tempo razoável para conseguir vaga em algum estacionamento (a maioria com preços bem elevados). Depois de deixar o carro perto da Chinatown, passamos rapidinho pelas ruas com muita gente, comidas ao ar livre e muito barulho, por isso, se você não tiver nada para fazer, passe por lá, caso contrário, é dispensável.

                  

Fomos até Nob Hill, uma região de casas e muitos hotéis, próximo ao centro empresarial. No topo do Mark Hopkins International Hotel fica o Top of the Mark, um restaurante com uma vista privilegiada da cidade¸ vale muito a pena! Lá também fica a Grace Cathedral assim como a James Flood Mansion que abriga atualmente o Pacific Union Club.

                  

      

      

Eu, particularmente, gosto de ver lojas e vitrines de grandes marcas. As vitrines, diferente das que estamos acostumados aqui, são super elaboradas, pensadas e projetadas para mais que apresentar os produtos, para vender conceitos. Ainda não falei aqui no blog, meu TCC foi sobre Visual Merchandising, por isso essa abertura sobre o assunto, sorry! Hehe Mas ainda vou fazer um post só sobre meu trabalho 😉 Voltando ao assunto então, na Union Square é onde encontramos as grandes grifes para fazer algumas comprinhas ou só para babar mesmo e ainda curtir o movimento. Fomos andando, andando muito para conhecer a região com muitos dos clássicos e famosos bondes de San Francisco por todos os lados.

      

Muita gente trabalhando ou só passeando, assim como nós, até que chegamos ao Porto de San Francisco, de lá temos uma vista privilegiada da Bay Bridge, a tal ponte de dois andares.

     

2nd day: Acordar, tomar café e aproveitar o dia lindo para conhecer o Golden Gate Park. É a natureza presente no meio de tantos casas e prédios, uma ótima pedida para relaxar, praticar esportes ou só respirar em meio ao verde. O parque é gigante, então reserve boa parte do seu dia se quiser conhecer tudo. O Conservatory of Flowers tem uma estrutura linda do século XIX e abriga diversas plantas tropicais e subtropicais.

     

Outra parte que acho fundamental conhecer é o Japanese Tea Garden, é de tirar o fôlego! Muito bem conservado, com muitas cores predominando o verde pelos bosques e caminhos que levam a tomar um típico chá japonês ou até mesmo comer sushi. A entrada é um valor simbólico, não tenho certeza, mas algo em torno de U$5 e que com certeza vale a visita.

        

Ponto turístico imprescindível para quem visita não só San Francisco, mas a Califórnia, é passar pela Golden Gate Bridge, programa clássico que liga a cidade ao Marin County. Estacione o carro em um dos mirantes (entrada ou saída de SF) para contemplar uma vista incrível da baía, da cidade, do horizonte, da Ilha de Alcatraz e a cor laranja destacando a ponte.

     

Já pensou em como seria a rua mais curva do mundo? E em dirigir nela? Pois é, ela fica na Lombard Street com oito curvas, bem curvas, de cima a baixo do morro em mão única. É uma experiência divertida 😉

Logo depois fomos conhecer o Píer 39 em que se encontram diversas lojas e restaurantes, o Hard Rock Café, além do Aquarium of the Bay e o carrossel que é a alegria das crianças.

     

Já era noite, fomos jantar e quando se está em San Francisco dizem que é obrigatório comer frutos do mar por lá, então não poderíamos deixar de seguir essa instrução. Muitos recomendam os restaurantes do Píer 39, mas resolvemos conhecer mais e jantamos por ali mesmo um delicioso risoto de frutos do mar com uma vista maravilhosa da ponte toda iluminada.

3rd day: Tomar café da manhã, arrumar a mala e sair do hotel rumo ao Píer 39 para fazer algumas comprinhas, as clássicas lembrancinhas da cidade. Mas acabamos andando um pouquinho mais e comprando na rua em frente com preços mais acessíveis e muitas vezes os mesmos produtos. Vale pesquisar o que você quer nos dois lugares para não sair no prejuízo. E assim acaba nossa aventura pela Califórnia, foram 09 dias incríveis que quero repetir outras vezes ainda!

4th stop: Big Sur

1st day: A estrada ao longo da Pacific Highway é linda demais, mas quando chegamos ao caminho para o Big Sur as paisagens são ainda mais incríveis. Fomos parando nos acostamentos e nos mirantes para ver o espetáculo que a natureza nos proporcionou e tirar muitas fotinhos, é claro.

No caminho percebemos os sinais dizendo que a estrada estaria fechada mais para frente, mas nós e muitos outros turistas que por ali passavam acabaram chegando nesse tal ponto e não encontrando o tão esperado desvio. Ali, ficava o Bixby Bridge, considerada uma das pontes de vão único mais altas do mundo, feita com uma estrutura de arcos.

Nesse momento estávamos indo para o nosso hotel e, então, descobrimos que o caminho estava inundado e que teríamos que passar a noite na estrada, pois ela fecha às 7p.m. e só abre às 7a.m. do outro dia, ou seja, não tínhamos tempo para voltar mais 3 horas para pegar o outro caminho. Por isso, muita atenção aos avisos quando fizer esse caminho e o cuidado deve ser redobrado ao dirigir por lá, onde muitos trechos o limite de velocidade é de15 milhas.

Voltamos até o hotel mais próximo, o River Inn Hotel, torcendo para ter vaga para nós. Por sorte o gerente foi super atencioso, nos deixou usar o telefone, entendeu a nossa situação e ainda fez um super desconto. E, logo em seguida, muitas pessoas também pararam ali para pedir abrigo, que situação, heim! Hehe O restaurante do hotel, que também é aberto ao público, é uma delícia com pratos muito bons e o preço bem razoável.

2nd day: Uma das mais belas vistas pode ser encontrada no Julia Pfeiffer Burns State Park. Lá, andando por uma trilha você encontra uma cachoeira com queda na praia, uma paisagem perfeita! Com certeza vale conferir.

De lá, voltamos todo o caminho para pegar uma saída para San Francisco.

3rd stop: Santa Barbara

Continuando nossa viagem pela Califórnia, agora é a vez de Santa Bárbara.

1st day: Uma paradinha para almoçar na Península de Monterey para almoçar e conhecer a cidade. E, em seguida, dirigir até nosso próximo destino.

 

Santa Barbara é uma cidade pequena, calma, rica e muito charmosa! Nem o tempo ruim estragou nossa visita.

            

A State Street fim de tarde até a noite é bem movimentada por turistas e locais em busca de restaurantes, cafés, lojas ou só mesmo um passeio agradável. Um local recomendado é o Paseo Nuevo, é um caminho dentro da State Street, com mais lojas e mais restaurantes que pode ser cenário de passeios encantadores e, quem sabe, até apaixonantes. Já o El Paseo é a parte antiga, sem grandes emoções quando comparado a sua versão atual.

2nd day: Uma visita a Mission Santa Barbara. A Califórnia é conhecida historicamente por suas missões e, segundo o nosso guia, “se for ver só uma missão californiana, vá a esta”. Então resolvemos seguir o conselho e não nos arrependemos. Você paga uma taxa (algo em torno de U$6) e visita a história das missões, um passeio cultural diferente, que vale ser visto. A Igreja, linda demais com suas pinturas e vitrais e ainda conseguimos acompanhar uma parte da missa que estava acontecendo.

Na Pacific Highway 1, uma passadinha pelo Hearst Castle. Mas, infelizmente, foi rápido mesmo, pois nós tínhamos um cronograma apertado e para conhecer o castelo só através de um tour guiado que iria tomar muito do nosso tempo. Mas na próxima visita, vou me planejar com antecedência, pois é parada obrigatória.